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ET DE VARGINHA

 

 O ROSWELL BRASILEIRO

OU UMA "BELA" FRAUDE?

 

Montagem do texto:  Wilson Mello Franco

 

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Rodrigues e Pacaccini teriam averiguado que um dos humanoides teria sido internado no hospital regional de Varginha, no fim da tarde, enquanto o outro teria sido transferido para o hospital Humanitas de Varginha, situado 1,5 km mais adiante, onde poderia receber melhor atendimento médico.

 

Testemunhas no hospital teriam dito que a criatura morreu dois dias depois, e oficiais do Exército, e bombeiros, se apressaram em retirar o humanoide do local, levando-o em um caixão comum. Um médico teria feito exames na criatura, abrindo-lhe a boca e lhe examinando a língua que, puxada para fora com uma pinça, se retraiu para dentro como se fosse elástica. Qualquer semelhança com os míticos ETs “reptilianos” pode não ser mera coincidência.

 

Essas mesmas testemunhas confirmaram a descrição das meninas, de que a criatura apresentava somente três dedos, e as protuberâncias na testa. E, como nas imagens que podemos ver na suposta autopsia de um suposto ET capturado pelo Exército americano em Roswell, este humanoide também não tinha órgãos sexuais, nem umbigo e nem as marcas mamárias, que tanto as mulheres quanto os homens têm. As pernas eram com articulações como as nossas. A pele enrugada, com textura aparentemente oleosa.

 

Há que se ressaltar que, na época, a Rede Globo havia apresentado recentemente - e com grande alarde - esta suposta autopsia (que pode ser vista no Youtube), e que o filme Independence Day fazia grande sucesso de bilheteria.

 

Para retirar a criatura do hospital, os militares e os demais presentes usavam máscaras, e teriam envolvido o caixão em saco plástico negro, e o levaram até um caminhão que os esperava no local.

O movimento militar parecia insólito: pela manhã um comboio de caminhões do Exército teria saído de Varginha com destino à Unicamp, em Campinas SP, 320 km de Varginha, levando os extraterrestres, onde teriam sido submetidos à autopsia.

 

 

BOATOS E FATOS, E TEORIA DE CONSPIRAÇÃO...

A RECEITA DE UM BOM BOLO DE SUSPENSE

 

Durante suas investigações, Pacaccini revelou que havia entrevistado um operador de radar da Força Aérea, que lhe teria dito que haviam sido alertados pelos Estados Unidos de que estavam seguindo a pista de um OVNI que havia entrado no espaço aéreo brasileiro. Todos os dados do alerta foram passados, coordenadas de longitude e latitude, aparentemente avariado, esperando-se aterrissasse ou caísse.

 

Como foi dito no início desta matéria, vários relatos de avistamento haviam ocorrido na região, razão pela qual os pesquisadores citados ali se encontravam.

 

O fazendeiro Eurico de Freitas e sua esposa foi outra entre as várias testemunhas entrevistadas a fim de elucidar o caso. Disse que durante o final da madrugada do dia dos fatos seus animais estavam agitados e, levando-se ele e sua esposa, viram pela janela do quarto um objeto cinza que emitia algo que eles interpretaram como fumaça.  O objeto se movia silenciosamente pelo campo, uns cinco metros acima do solo. Desapareceu subitamente.

 

Se era essa a nave avariada, e seus ocupantes tiveram que abandoná-la depois de ter caído, e seus pilotos capturados, então onde estava a nave? Acaso não saberiam suas naves irmãs, a ponto de recolhê-los?

Os pesquisadores acreditavam que os militares estavam encobrindo fatos, e boatos foram divulgados de que pessoas envolvidas no esclarecimento do caso estariam recebendo ameaça de morte por telefone. E que se algum militar tocasse no assunto, poderia pegar 10 dias de prisão.

 

No entanto, novas “informações” continuavam chegando. Os americanos poderiam estar envolvidos no acobertamento, e levado os cadáveres (supostamente uma criatura ainda estaria viva) para os EUA, quando estavam em Campinas. Um avião cargueiro americano teria sido visto primeiro no aeroporto de São Paulo, e dois dias depois em Viracopos, Campinas.  

Os americanos também teriam estado na casa da mãe das duas meninas Silva e oferecido uma boa grana para que mentissem. A mulher não aceitou, os homens se retiraram dizendo que voltariam, e saíram num Lincoln 1994.  

 

Haveria uma terceira criatura, que teria sido vista em pelo menos dois lugares diferentes da cidade. Em fevereiro de 1996, um motorista teria visto uma criatura ao fazer uma curva numa estrada, parecida com aquela descrita pelas meninas.

 

           

O EXÉRCITO LIBERA INFORMAÇÕES

 

Uma investigação realizada pelo exército brasileiro, finalizada em 1997 e cujo resultado foi levado a público pela mídia em outubro de 2010, concluiu que o incidente não passaria de um mal entendido.

    Luiz Antônio de Paula, o deficiente mental conhecido como “Mudinho”, foi dado como a pessoa que as pessoas teriam visto no terreno baldio. No dia do incidente, testemunhas o avistaram agachado num canto do terreno, sujo de lama, devido à forte chuva de granizo que havia caído na região – razão pela qual o dia do Corpo de Bombeiros havia sido tão movimentado!

 

            Quanto aos movimentos "inusitado" de veículos do Exército pela cidade, foi explicado e apresentado uma nota fiscal de R$ 492,00 que indicava estarem os veículos (ainda sob garantia), sendo encaminhado para revisão de rotina numa oficina na cidade, que atende o Exército.

 

    É claro que essas informações foram tomadas como nova tentativa de acobertamento do caso. Todavia, o Exército nada escondeu, o IPM, embora divulgado somente em 2010, esteve disponível desde sua conclusão, na época dos fatos, a quem por ele se interessasse, como documento público, como manda a Lei brasileira. 

 

O próprio Ubirajara declarou, anos depois, que tudo não passou de um lamentável engano, uma infeliz coincidência. Em 2001 ele lançou um livro explicando os fatos sob este prima.

 

É claro que aos olhos de alguns crentes nos acontecimento, sua declaração soou como se tivesse sido “calado” para ajudar a acobertar o caso. Mas, ele foi enfático: “Não há provas de que um ser extraterrestre tinha sido capturado”.  

 

Que tal uma foto com o ET?

Aspecto de Varginha MG, a Roswell brasileira.

Uma das caixas-d'água da cidade, em formato de disco voador.

Nos oito dias em que durou a sindicância, em maio de 1996, dentro da ESA, 23 militares foram interrogados, entre membros do Exército e da Polícia Militar, e mais três civis, e ainda Ubirajara, que declarou à revista IstoÉ que o Caso Varginha tem todas as características de mito: “Acredito ainda que houve uma série de fatos complexos que envolveram Exército, Polícia Militar, Bombeiros e hospitais. Pessoas disseram que viram, que tocaram em um extraterrestre, mas isso não serve de comprovação científica. Naquela época, a nossa tendência era acreditar que teria sido um ser de outro planeta.”

 

   O então tenente-coronel da ESA, Olímpio Vanderlei Santos, apontado como o chefe e o principal responsável pela equipe que teria capturado a criatura, e que depôs no IPM, nega que que teria envolvimento no caso. “Saíamos de viatura para Varginha porque a cidade era nosso ponto de apoio em termos de manutenção da frota”, diz ele.

 

Quem ganhou com toda esta história? Ou seria estória?

 

Pelo menos um ganhador houve: a cidade de Varginha, que passou a ser conhecida como a capital brasileira dos OVNIs. A repercussão nacional e internacional do caso levou a prefeitura a preparar a cidade para receber turistas interessados em posar ao lado das várias esculturas de extraterrestres espalhadas pela cidade, que hoje tem cerca de 125 mil habitantes. E se alguém se interessar mais, e se dispuser a trocar umas ideias com os moradores, certamente ouvirá alguma boa piada sobre o caso.

 

 

O OUTRO LADO DA QUESTÃO: SAIBA MAIS SOBRE O CASO ET DE VARGINHA

 

 

 

 

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