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ET DE VARGINHA

 

 O ROSWELL BRASILEIRO

OU UMA "BELA" FRAUDE?

 

Montagem do texto:  Wilson Mello Franco

 

O caso Varginha é, sem dúvida, o caso mais famoso dos últimos 20 anos da ufologia brasileira. Foi manchete em praticamente todos os canais de TV, jornais e revistas do país, e publicado praticamente em todos os seguimentos do movimento ufológico, sendo conhecido como o Caso Roswell brasileiro, em virtude de uma suposta sistemática negação de informação por parte do Exército brasileiro, que eventualmente teria capturado duas dessas criaturas, que deambulavam pela região de Varginha, MG.

 

Essa novela se arrastou por anos, até que, um belo dia, como disse Jesus, “Não há nada que esteja encoberto que não venha à luz”. 

 

O caso ocorreu a 20 de janeiro de 1996, no bairro Jardim Andere, em Varginha, zona cafeeira do sul de Minas Gerais.

 

Por volta das 8 horas da manhã, o corpo de bombeiros recebeu uma chamada que pedia que procurassem uma estranha criatura que acabava de ser vista em um terreno baldio, por três meninas, as irmãs Liliane e Valquíria Silva, e a amiga de ambas, Kátia Xavier, que por ali passavam e se depararam com uma criatura humanoide, de pele marrom, viscosa, olhos vermelhos enormes e três protuberâncias na parte superior da cabeça, bastante volumosa.

 

Relatos posteriores diziam que a criatura apresentava ainda língua comprida e afilada, boca de rasgo pequeno, mãos com três dedos, e pés alongados e com dois dedos igualmente alongados. Também produzia um zumbido meio parecido como o das abelhas, além de parecer estar ferida e acuada, pois se encontrava agachada e junto a um muro alto que fazia fundo para o terreno baldio onde a criatura se encontrava. Quanto ao zumbido, foi depois substituído por choro alto e fino. Esse detalhe é extremamente importante, como veremos mais adiante.

 

As 3 meninas mostram o lugar do encontro.

Não resta qualquer dúvida de que as meninas realmente viram uma “criatura”. Até porque a mídia informou que várias testemunhas afirmam que no mesmo dia em que as três meninas teriam visto tal criatura, também notaram uma movimentação anormal de patrulhas da PM, veículos do Exército e do Corpo de Bombeiros pela cidade que, após a chamada recebida pela manhã, havia saído com material de captura de caça de animais selvagens, redes e jaulas.

 

Um casal de testemunhas que não tinha qualquer tipo de ligação com as meninas teria afirmado ter visto um OVNI esfumaçando-se, e outra testemunha teria afirmado ter presenciado a queda de um OVNI e seus destroços sendo recolhidos por militares, em outros locais, na mesma região de Varginha.

 

Os bombeiros teriam ainda capturado com uma rede de couro duas criaturas, isso por volta das 9 horas da manhã: as meninas viram a “criatura” por volta das 13: 30 h ou 15:30 h, o que levou os ufólogos a acreditar na queda de uma nave extraterrestre na região, repetindo no Brasil o famoso Caso Roswell.  

 

Por volta das 21 h os bombeiros teriam levado uma das criaturas ao Hospital Regional de Varginha (quem sabe, para tomar soro!!), pois a outra já havia morrido.

 

De acordo com moradores de Varginha - que em sua enorme maioria consideram o caso um mal-entendido – havia no hospital alguém chamado ETevaldo, citado no caso, e que, em função do nome, tinha o apelido de ET...

 

 

CASO ROSWELL BRASILEIRO?

 

A fim de capturar outras possíveis criaturas, os bombeiros teriam ligado para a ESA, a base do exército na região, a fim de ajudarem na captura, agora já no lugar onde supostamente teria se acidentado um OVNI, na reserva florestal do município. O general Sérgio Coelho Lima teria então enviado suas tropas para o local, que foi isolado, e assim os bombeiros puderam dar continuidade à caça, vindo a capturar duas criaturas, as quais foram “confiscadas” pelo Exército após serem colocadas numa caixa de madeira. A área foi evacuada rapidamente. Isso foi na parte da manhã.

À tarde, por volta de 13: 30 h (outros dizem 15:30 h) as meninas veriam a criatura no terreno baldio.

 

Teriam chegado ao local, onde supostamente as criaturas haviam sido capturadas, o pesquisador ufológico Ubirajara Franco Rodrigues, e seu colega Vitório Pacaccini, este último investigando os episódios de avistamentos de ÓVNIS na região, que até aquele momento nada tinha a ver com o avistamento das meninas, ainda não sabido. Ubirajara, então ciente dos fatos envolvendo as meninas, entrevistou-as, e elas, muito assustadas, confirmaram o insólito encontro.

 

Ubirajara e Pacaccini uniram os esforços para esclarecer o caso, ouvindo supostas testemunhas e unindo os casos dos avistamentos na região, os quais são muito pródigos, com o caso das meninas. Foi o suficiente para que se suspeitasse de um possível “complô” de ocultação de fatos, por parte do Exército que, como no Caso Roswell americano, teria em seu poder criaturas alienígenas.   

 

É interessante notar, desde agora, que tudo parece se encaixar como as peças de um quebra-cabeça no caso do ET de Varginha, para se fazer crer um novo Caso Roswell, desta vez no Brasil. Havia uma unidade do exército, um rapaz apelidado ET que trabalhava no hospital, viaturas do exército atravessando a cidade, bombeiros tresloucados, e  testemunhas para tudo. Sobretudo havia um deficiente mental que morava nas proximidades do terreno, e que vez por outra podia ser visto nas ruas catando bitucas, gravetos, e o que pudesse lhe chamar a atenção, conhecido como “Mudinho”, e que costumeiramente ficava agachado pelas calçadas e ruas, personagem muito conhecido no bairro.

 

O IPM (Inquérito Policial-Militar) do Exército concluiu que as meninas, na verdade, haviam visto no terreno baldio o tal “Mudinho” – o que elas negaram imediatamente, visto não corresponder à descrição que deram da criatura. Pessoalmente, não descarto a possibilidade de alguém ter se fantasiado de ET e ter assustado as meninas...  

 

Muitas prováveis testemunhas foram ouvidas, e muitas ilações sugeridas: a primeira criatura capturada, supostamente a que as meninas viram, teria sido levada para a Escola de Sargentos de Três Corações, cidade da região. Havia apenas especulações, pois nenhum militar comentava qualquer coisa sobre o caso, parecendo que estariam  escondendo informações importantes sobre a captura das criaturas.

 

Supostamente as meninas teriam recebido a visita de um militar, e a mãe das duas irmãs teria afirmado, algum tempo depois, ter sua família sido submetida a uma tentativa de suborno, para que não mais levassem a história adiante.  

 

Pululou um comentário que um policial que havia participado do cerco às criaturas, havia sido ferido por uma delas, tendo morrido dois dias depois no hospital local, supostamente devido à contaminação por agente viral não identificado. O hospital deu como causa mortis pneumonia.

 

 

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