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UFOLOGIA CRÍSTICA

 

 

Os segredos da Área 51

 

De todos os relatos que implicam o governo norte-americano no fenômeno OVNI nas abduções, o mais surpreendente até hoje procede do ex-militar Dan Sherman. Segundo documentação confidencial, foi instruído num programa que o capacitou a se comunicar com inteligências extraterrestres.


Artigo de Tim Coleman publicado no número 54 de Enigmas.

 

 

      Na última década uma série de pessoas com a informação confidencial da National Security Agency (NSA) quebraram seu juramento de confidencial para revelar detalhes de vários projetos secretos relacionados com OVNIs. O relato mais raro até hoje procede de Dan Sherman, cuja estadia durante doze anos na Força Aérea americana supostamente culminou num programa de instrução para capacitá-los à comunicação com inteligências extraterrestres. Em 1997 Sherman decidiu tornar pública sua extraordinária história e primeiro a contou a Glenn Campbell, investigador da Área 51. Um ano depois, após muito assessoramento jurídico, Sherman publicou seu livro Above Black?. Nele afirmava que em 1992 foi enviado aos escritórios centrais da NSA em Fort Meade (Maryland) para tomar parte de um curso de instrução regular para "inteligência eletrônica", um campo em que Sherman já possuía muita experiência. Todavia, para sua surpresa, quando chegou à NSA foi informado por seus superiores de que havia sido transferido para um curso adicional que formava parte de um programa secreto chamado 'Project Preserve Destiny' (PPD). Foi-lhe informado sem rodeios que o PPD havia se iniciado em 1960 e que o programa era um projeto de manipulação genética com o único propósito de cultivar crianças para que tivessem a habilidade de se comunicar com os extraterrestres mediante o que chapavam "comunicação intuitiva". Naturalmente, Sherman ficou muito traumatizado ao receber esta informação, mas maior foi seu assombro quando lhe disseram que o programa de "manipulação genética" incluía a abdução de humanos por extraterrestres e a conseguinte modificação genética de crianças não nascidas. Sherman declara que foi informado pelo oficial no comando da NSA de que ele era um desses meninos ao curso de instrução, no qual entrava para aumentar as habilidades de comunicação que já possuía em forma latente.


          
  Comunicação intuitiva


           

Suposto Et capturado, que estaria

na  Área 51. Fraude.

 

Todas as tardes durante dez semanas, após a instrução convencional, Sherman era levado a certas instalações subterrâneas e se punha defronte de um computador onde levava a cabo sua instrução como "comunicador intuitivo". Segundo Sherman, no princípio esta instrução consistia em colocar fones de ouvido e escutar um tom específico. A seguir tinha que duplicar este tom "zumbindo ou murmurando mentalmente" enquanto tentava modificar a forma de uma onda que havia numa caixa sobre a tela de um computador diante dele. "Depois de tentar isso dois dias, algo ocorreu em minha mente e fui capaz de nivelar a onda. O computador devia ter uma tecnologia 'exótica' muito avançada, já que era capaz de nivelar a onda sem qualquer contato físico com o computador”, conta Sherman.

 

Em pouco tempo era capaz de aplanar dez ondas e a seguir aprendeu como fazer diferentes combinações. Compara o processo com o de tocar? uma espécie de gaita mental: "Passado um tempo podia sentir o movimento nas caixas e logo descobri que isto era como ter contatos com alienígenas". Sherman afirma que não existe um marco de referência para tentar descrever como é a comunicação intuitiva. "É como tentar explicar a cor a um cego", aclara. Todavia, é provável que a instrução permita que se desenvolva alguma forma de habilidade psíquica latente, talvez psicocinese ou algum aspecto de visão remota.

 

Após completar sua instrução, Sherman foi levado para trabalhar noutra zona, que ele chama a base 1 do PPD. Ali dirigiu operações de inteligência eletrônica dentro de um furgão de comunicação com outros dois oficiais. Encontrava-se de serviço em um destes furgões quando teve sua primeira comunicação extraterrestre. Acabava de ligar o equipamento quando intuitivamente recebeu a mensagem: "Prepare-se para uma série de informações". Ficou tão surpreso que disse: "Espere".

 

Sherman conta que neste ponto funcionou a instrução que havia recebido e seguiu o procedimento aprendido. Após uns minutos começou a comunicação: consistia numa série de números que teclou em seu computador. Esta informação foi enviada  posteriormente à NSA. Sherman explicou que estava seguro de estar se comunicando com uma inteligência alienígena e não com alguma forma de conexão humana psíquica porque a forma de comunicação era totalmente diferente da humana. "Não é como a comunicação psíquica, por exemplo, que com freqüência é vaga e abstrata; neste caso era extremamente lúcida. Nós humanos nos comunicamos duma forma linear com um princípio e um final. O sistema alienígena é instantâneo, a informação está aí, de uma vez. Meu trabalho era interpretar isto e teclá-la em meu computador.

 

Sherman afirma que, após superar o trauma e a euforia de ter conseguido se comunicar com sucesso com um alienígena, as comunicações - 'comms' segundo as chamavam - se tornaram enfadonhas, convertendo-se em mera rotina. 'Tinha que fazer um trabalho e simplesmente o fazia. Todas meus 'comms' duravam entre 35 a 45 segundos; só isso, justo o tempo que necessitava para traduzi-las em forma humana'.

 

Sherman disse que as "comms" eram iniciadas por seu contato alienígena e normalmente consistiam numa série de números. Ocasionalmente ele se comunicava dizendo "repita a última frase?, mas não podia transmitir, somente era receptor. Depois de três meses Sherman foi capaz de instigar um nível de comunicação mental mais sofisticado com a entidade: "Foi como se houvesse ligado a um plano superior de comunicação e a princípio me preocupava o que poderia me passar por ter quebrado o protocolo, mas o alienígena com quem me comunicava me informou que não entrava em seus cálculos que uma coisa assim pudesse ocorrer. Por então já era capaz de fazer algumas perguntas.

 

"Minha impressão intuitiva do extraterrestre era que carecia de emoções, assim que lhe perguntei se tinha emoções como nós. Respondeu que ainda que tivesse uma constituição emocional similar, era menos afetado por elas que nós". Sherman explicou que as tentativas posteriores de fazer perguntas diretas ao extraterrestre provocavam uma ruptura no vínculo de comunicação.

 

 

"Project Preserve Destiny"

 

Sherman foi a seguir transferido a um novo local  que denomina de base 2 do PPD. Ali continuou recebendo séries de números, mas sentiu que procediam de um transmissor diferente. Sherman não viu em nenhum momento os alienígenas com os quais supostamente se comunicava.

 

'Minha impressão deles era meramente mental, mas estava seguro de que eram criaturas extremamente complexas, disciplinadas e carentes de emotividade. Somente podia especular sobre seu possível aspecto físico. Suponho algo parecido com os Cinzentos que descrevem os abduzidos'.

 

Sherman foi informado por seu roteiro 1 de instrução de que as comunicações entre os Cinzentos e os militares norte-americanos haviam começado em 1947 (o ano do sinistro de Roswell) e que trocavam informação. Disseram-lhe que o objetivo do Project Preserve Destiny era criar um grupo numeroso de "comunicadores intuitivos" que pudessem ser utilizados em caso de uma possível catástrofe futura que destruiria os sistemas eletromagnéticos de comunicação. Nunca lhe facilitaram os detalhes do desastre e Sherman admite que isto poderia ser uma coberta para camuflar os autênticos planos dos alienígenas e a possível cumplicidade do governo norte-americano.
           

Passado um tempo as comunicações na base 2 do PPD começaram a mudar de forma. A série de números, que segundo acreditava Sherman talvez contivessem coordenadas para identificar diferentes localidades, se tornaram "mais pictóricas" e algumas das comunicações se referiam a "lançamentos" de foguetes. Sherman afirma que durante seus "comms" podia ver em "imagens mentais" a tecnologia que funcionava mal. Este aspecto da história de Sherman parece encaixar com outras investigações sobre ovnis que mostram que os extraterrestres têm interesse em controlar a atividade humana no espaço. Parece também como se estas habilidades de Sherman fossem uma forma de visão remota especializada.

 

Após nove meses na base 2 do PPD, Sherman disse que começou a receber informação que acreditava estar relacionada com abduções humanas: "as 'comms' começavam como de costume, mas o resto era totalmente distinto. Havia outras coisas como, por exemplo, nível residual de dor? Ou resposta nervosa? Normalização corporal? e outras coisas pouco claras?. Minha primeira abdução comm tinha uma coordenada que descobri que se referia a uma zona da Florida? Sherman crê que a mudança na natureza das comunicações era um tentativa deliberada de prepará-lo gradualmente para receber uma maior quantidade de informação sobre abduções: "Finalmente cheguei à conclusão de que não queria saber mais nada do programa. Ainda que não tinha motivos para pensar que se estivesse infligindo danos a alguém, sentia que estava facilitando ao laboratório os resultados de certos experimentos com cobaias". Sherman afirma que abandonou o PPD em dezembro de 1994 e depois solicitou sua baixa militar em abril de 1995. Sentia-se descontente com a forma em que o exército havia estado abusando de sua potência? Estava farto de ser supostamente tão importante devido às minhas habilidades porque me tratavam como um subalterno a quem não contavam nada?

 

Desde que Sherman revelou tudo isto publicamente em 1997, deu conferências em congressos norte-americanos sobre o fenômeno OVNIi a sua história foi divulgada em toda parte; todavia, suas declarações são muito problemáticas para os investigadores do fenômeno Ovni porque, ainda que haja indícios que provam que foi instruído pela NSA em inteligência eletrônica, não possui documentos ou testemunhas de outros membros do PPD que corroborem e apoiem sua pretensão de ter participado do mesmo.


           

Projetos negros


           

Ainda que alguns investigadores comprovaram os antecedentes militares de Sherman e confirmado que esteve destinado em todos os lugares que pretende, somente um investigador - Bob Huff - conseguiu levantar provas que apoiem seu fantástico relato.

 

Huff se graduou na academia militar de West Point e após uma carreira no exército se converteu num especialista em informação tecnológica em empresas que mantinham contratos com o governo. Faz décadas que investiga o fenômeno ovni e a implicação dos militares no mesmo, daí que pudesse verificar que a base 1 do PPD era uma base da Força Aérea norte-americana em San Vito (Itália), enquanto que a base 2 do PPD estava em Buckley (Colorado). Mas, conseguiu confirmar a existência do PPD: "Uma de minhas fontes é uma mulher cujo pai era um executivo da AT & T que havia trabalhado em programas classificados para a inteligência militar quando estava na companhia e pode confirmar a existência do PPD durante uma reunião restrita".

 

Durante sua investigação, Huff falou com umas quinze pessoas dentro do estabelecimento militar que confirmaram a recuperação de material espacial extraterrestre: "Segundo minhas fontes o governo norte-americano fez grandes avanços na compreensão da tecnologia alienígena após o acidente de Roswell. Desde meados dos anos 50 tem incorporando com sucesso essa tecnologia numa ampla variedade de sistemas de comunicação, alguns dos quais acredita foram utilizados na instrução de Sherman. Estou convencido de que se trata de uma tecnologia incrivelmente avançada e permite os EEUU espionar todas as comunicações russas".

 

Huff também afirma que vários de suas fontes confirmaram a existência do grupo Majestic 12, que supostamente se pôs em marcha após o sinistro de Roswell para manter em segredo o assunto ovni. Acredita que o PPD deve ser um projeto de Majestic 12.
           

"Pelo que me disseram, não é possível se unir a um grupo como o MJ12 porque nunca recrutam. Operam controlando tua carreira e encaixa em seus critérios te incluem no programa. Creio que isso é o que ocorreu com Sherman. Há uma mão invisível guiando toda sua carreira".

 

A descrição de Sherman de como estão interconectados os projetos alienígenas com programas "negros" mais convencionais é outro aspecto da história que Huff acha factível: "Os projetos negros se estabelecem de forma rotineira com o único propósito de camuflar projetos alienígenas mais secretos ainda; isto não é infrequente".
           

E quanto ao estranho método da comunicação de Sherman, Huff comenta: "Creio que as habilidades PPD se relacionam com a visão remota. Ambos são canais paranormais e a operam num nível 'não local' que vai mais além das restrições normais do espaço e do tempo. Sherman parece capaz de regular alguma forma de 'contínuo paranormal', assim seus modulações - qualquer que seja a dimensão na que funcionem os alienígenas - são detectadas por sua tecnologia. Comprovei de forma exaustiva a história de Sherman a ainda que à primeira vista parece incrível, acumulei suficientes provas que confirmam sua autenticidade".

 

Se a história de Sherman é crível suas implicações são muito graves, especialmente no que se refere aos muitos investigadores vêm suspeitando já faz tempo: a cumplicidade militar do fenômeno das abduções. Não obstante, enquanto não haja mais provas que apoiem suas afirmações, a história de Sherman continua sendo um enigma.

 

                 Veja também:

 

Caso Roswell Caso Kenneth Arnold - Caso Barney e Betty Hill 

Casos Brasileiros  - OUTROS GRANDES CASOS

 

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