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Mas Natasha acreditou que não foi um teste justo. De modo que os testes geraram controvérsias consideráveis entre os apoiadores da alegação de Natasha e os investigadores céticos.

Particularmente penso que realmente não foi justo. Mas, como disse Wiseman, os testes precisam ser duros, para que se descarte qualquer possibilidade de fraude intencional ou não.

 

Ela argumentou que havia exigido mais tempo para ver uma placa de metal no crânio de um dos sujeitos. E fez várias reclamações a respeito das condições em que foram realizados, e sobre a maneira pela qual ela e seus diagnósticos foram tratados. Há que se ressaltar que o teste era de múltipla escolha (como num vestibular), e que ela previamente havia sido informada e visto as “chapas” da condição dos pacientes, a fim de que não pudesse alegar ignorância médica a respeito do que via. Um dos voluntários que ela errou o diagnóstico, trocando pela alternativa da placa de metal, havia sofrido uma intervenção cirúrgica no esôfago, ela alegou que as cicatrizes cirúrgicas interferiram em sua capacidade de ver o ressecado esôfago em outro, e que a ela haviam sido apresentados dois sujeitos objetos do estudo que tinham sofrido intervenção cirúrgica abdominal, mas que tinha apenas uma condição abdominal em sua lista de potenciais diagnósticos, deixando-a confusa quanto ao que correspondia à condição dos listados.

 

Ela também reclamou que não podia ver que um voluntário teve o seu apêndice removido, alegando que apêndices, por vezes, voltam a crescer, afirmação negada pelo médico que acompanhava os testes. Disse ainda que não era capaz de comparar o seu próprio diagnóstico a um diagnóstico médico independente...  

 

Em resposta às queixas, a equipe de pesquisa afirmou que Natasha deveria ter sido capaz de encontrar a placa sem capacidades extrassensoriais, porque seu contorno podia ser visto sob o couro cabeludo do paciente, e questionou por que a presença de tecido cicatricial na garganta de um sujeito não a havia alertado para uma condição centrada no esôfago. Além disso, eles notaram que ele permanece clinicamente impossível um apêndice a regredir espontaneamente.

 

  AS CRÍTICAS DO FÍSICO BRITÂNICO BRIAN JOSEPHSON AO COMITÊ DOS CÉTICOS

 

 Em um comentário autopublicado sobre o teste em Nova York realizado pelo CSICOP e CSMMH, o ganhador do prêmio Nobel de Física em 1973, o britânico Brian David Josephson criticou os métodos de ensaio e de avaliação utilizados por Hyman e questionou os motivos dos pesquisadores, acrescentando a acusação de que o experimento teve a aparência de ser "algum tipo de conspiração para desacreditar a adolescente que alegava paranormalidade".

 

Afirmando que os resultados deveriam ter sido considerados "inconclusivos", Josephson argumentou as chances de Natasha ter acertado quatro partidas dos sete por acaso eram de 1 em 50, ou 2%, dando à taxa de sucesso um resultado estatisticamente significativo. Ele também argumentou que Hyman usou um fator de Bayes, que era estatisticamente injustificável porque aumentava muito o risco do experimento falsear o registro de uma correlação moderada como sendo nenhuma correlação. O que Natasha, como vimos, também alegou.

 

Hyman respondeu que o alto índice de referência utilizada no teste era necessário devido aos altos níveis de significância estatística que afirma ser necessário ao testar alegações paranormais, e que um alto fator de Bayes era necessário para compensar o fato de que "Natasha não estava adivinhando às cegas” (mais popularmente conhecido aqui no Brasil por “chute”), mas em vez disso "teve um grande número de evidências sensoriais normais que poderiam ter ajudado a aumentar o seu número de combinações corretas".

 

Fatores de Bayes são utilizados para compensar as variáveis ​​que não podem ser calculados através de estatísticas convencionais. Neste caso, a variável criada pelas evidências visuais que Natasha podia reunir a partir de observar um indivíduo. Os fatores de Bayes usados por Hyman foram calculados pelos professores Persi Diaconis e Susan Holmes, do Departamento de Estatística da Universidade de Stanford.

 

 

NOVO TESTE EM TÓQUIO

 

Depois de visitar Nova York, Natasha viajou para a Universidade de Elétrica de Tóquio Elétrica no Japão, a convite do Professor Yoshio Machi, que estuda afirmações de habilidades humanas incomuns.

 

De acordo com as estatísticas em seu site pessoal, depois de suas experiências em Londres e Nova York, Natasha definiu várias condições para os testes, incluindo que os indivíduos trouxessem consigo um certificado médico que indicasse o seu estado de saúde, e que o diagnóstico fosse restrito a uma única parte específica do corpo - a cabeça, o tronco ou extremidades - o disso ela deveria ser informada com antecedência.

 

O site de Natasha afirma que ela foi capaz de ver que um dos indivíduos apresentaram uma prótese do joelho, e que outro tinha órgãos internos assimetricamente posicionados. Ela também afirma ter detectado os primeiros estágios da gravidez numa mulher, e uma curvatura ondulada da coluna vertebral de outro indivíduo.

 

Machi também providenciou para um exame acontecesse em uma clínica veterinária, onde Natasha foi convidada para diagnosticar uma anomalia em um cão. Natasha afirma ter identificado corretamente que o cão tinha um dispositivo artificial em sua perna direita traseira, depois de especificamente ter dirigido o olhar para as patas do animal.

 

O teste de Tóquio foi revisto por três peritos japoneses: o crítico do oculto Hajime Yuumu, o psicólogo Hiroyuki Ishii, e o cético da Tondemo-bon Society, Hiroshi Yamamoto. Os resultados dos testes do Dr. Machi foram apresentados a uma comissão  de discussão a três críticos, e foi ao ar na Fuji Television em 12 de maio de 2005.

 

 

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