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 UMA POESIA, UMA JOIA DO POSITIVISMO!

 

            SE        

            

     RUDYARD KIPLING

 

    É considerado um dos grandes escritores e poetas da língua inglesa. Nasceu em 30 de dezembro de 1865, na Índia, e faleceu em 1936. Uma de suas mais belas poesias – e, acredito eu, de todos os tempos – é  IF (Se).

 

Guilherme de Almeida, o príncipe dos poetas brasileiros, fez uma bonita versão para o português.

 

 

 Tradução: Wilson Mello Franco 

SE

 Se podes manter a calma quando todos ao redor de ti  

 A estão perdendo e te culpando disto;  

 Se podes confiar em ti quando todos os homens duvidam,  

 E mesmo assim fazes concessão às desconfianças deles;  

 Se podes esperar e não te cansar da espera,  

 Ou, estando a mentira ao teu redor, não te deixas levar por ela,  

 Ou, sendo odiado, não te entregas ao ódio,  

 E tampouco parecer demasiado bom, nem demonstrar exagerada sapiência;   



Se podes sonhar - e não fazer de teus sonhos o teu senhor;  

Se podes pensar - e não fazer dos teus pensamentos uma miragem;  

Se podes te encontrar com o triunfo e o desastre  

E tratar ambos do mesmo modo como impostores;  

Se  podes suportar ouvir a verdade que falaste  

Torcida por patifes que fazem dela uma armadilha para os tolos,  

Ou ver despedaçadas as coisas por que deste tua vida,  

E, resignado, as reconstruir com ferramentas gastas;  

 

 

 Se podes juntar num só punhado tudo quanto ganhaste  

 E arriscar  tudo de uma só vez numa empreitada,  

 E perder, e recomeçar do início  

 E nunca murmurar uma palavra sobre tua perda;  

 Se podes forçar teu coração, cada nervo e cada mêsculo  

 A servir a tua decisão por mais tempo além do esgotamento,  

 E prosseguir assim quando já não há nada mais em ti  

 Senão a Vontade que ainda te diz: "Persiste!";  

 

 

Se podes falar para multidões e conservar a tua virtude,  

Ou andar ao lado de reis,  sem perder a tua simplicidade;  

Se nem teus inimigos ou amigos bajuladores puderem te atingir;  

Se todos os homens te dão atenção, mas nunca o suficiente;  

Se podes preencher cada minuto de modo inesquecível  

E valorizar cada sessenta segundos que passou ao largo -  

Tua é a Terra e tudo o quanto está nela,  

E – te digo mais - serás um Homem, meu filho!

 

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 OUTRO PEQUENO POEMA

 (é curto, como o apresento)

 

    É DE FRANCISCO OTAVIANO (1825 - 1889)

                                       

                     ILUSÕES DA VIDA

 

            Quem passou pela vida em branca nuvem,

            E em plácido repouso adormeceu;

            Quem não sentiu o frio da desgraça,

            Quem passou pela vida e não sofreu;

            Foi espectro de homem, não viveu.

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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