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 Mulher paralisada usa braço mecânico controlado pela mente para levar líquido à boca                                

15 de maio de 2012 

Cientistas americanos conseguiram fazer uma mulher paralisada levar líquido à boca usando um braço mecânico controlado pela mente, alimentando a esperança de que tetraplégicos possam recuperar sua independência.

 

Em 12 de abril do ano passado, Cathy Hutchinson, de 58 anos, fez história ao usar exclusivamente a força do pensamento para fazer um braço mecânico agarrar uma xícara de café sobre uma mesa, erguê-la e levá-la aos seus lábios para um gole, anunciaram os cientistas.

Catorze anos atrás, um acidente vascular cerebral a deixou paralisada e incapaz de falar, tornando-a completamente dependente de um cuidador.

 

"Esta foi a primeira vez em quase 15 anos que ela foi capaz de pegar algo exclusivamente com sua própria vontade, e o sorriso em seu rosto quando ela conseguiu foi algo que eu, e sei que toda a nossa equipe de pesquisa, nunca esqueceremos", disse o neurologista Leigh Hochberg por teleconferência.

 

O teste clínico, realizado atualmente, publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Nature, é a primeira demonstração revista por pares da execução de tarefas de alcançar e agarrar usando um dispositivo mecânico controlado pela mente.

No primeiro passo, seis anos atrás, a mesma equipe de pesquisas apresentou pacientes paralisados movendo o cursor na tela de um computador usando apenas o pensamento.

Os cientistas depois pediram a Hutchinson e a um homem de 66 anos, identificado apenas como Robert, que controlassem mentalmente braços mecânicos "com precisão suficiente para apanhar um alvo de espuma".

Mas Hutchinson foi além e foi bem sucedida em quatro de seis tentativas de sugar o café de dentro de um frasco com um canudinho.

 

Os testes com o "BrainGate", que os cientistas apresentam como a mais avançada interface cérebro-máquina, foram realizados nas casas dos pacientes.

O neurocientista John Donoghue explicou que a equipe implantou uma série de eletrodos do tamanho de uma aspirina infantil no córtex motor dos pacientes, parte do cérebro que controla o movimento do corpo.

 

O feixe de 96 eletrodos capturou os impulsos cerebrais dos neurônios vizinhos. Os sinais foram enviados para um computador, onde foram traduzidos em comandos que foram, então, enviados para o braço mecânico.

 

Hochberg repetiu as experiências com os indivíduos testados, ambos paralisados do pescoço para baixo e que perderam a capacidade de falar devido a derrames.

Segundo Hutchinson, o exercício "não foi nada mais cansativo do que o usual".

 

"No começo, tive que me concentrar e focar nos mêsculos que eu queria que executassem certas funções. Rapidamente me acostumei", destacou.

Os cientistas esperam melhorar o braço mecânico de forma que ele possa trabalhar mais suavemente e executar tarefas mais complexas.

 

"Pensamos em avançar na tecnologia de forma que algum dia também consigamos religar o cérebro diretamente ao próprio membro de uma pessoa ou conectar o cérebro a um membro protético", disse Donoghue.

 

"Verdadeiramente alcançaremos nossas metas quando alguém que perdeu a mobilidade por causa de uma lesão neurológica ou doença consiga interagir completamente em seu próprio ambiente sem que ninguém tenha conhecimento de que está usando uma interface cérebro-computador", acrescentou.

Isto ainda pode estar distante, emendou, mas provavelmente acontecerá em "menos de uma década".

 

O estudo resultou de uma cooperação entre o Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos, da Brown University, do Hospital Geral de Massachusetts,  da Escola Médica de Harvard e do Centro Aeroespacial da Alemanha.

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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