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OS 7 PRINCÍPIOS:

[Continuação da página anterior]

 

 

1º. PRINCÍPIO: Sthula Sharira (corpo físico ou corpo denso) é um (e primeiro) princípios que formam o homem.

Madame Blavatsky foi muito criticada por usar termos orientais (hindus) para designar os 7 princípios do homem. Ela própria, para evitar maior confusão, definiu os termos usados. Assim, Sthula Sharira é o grosseiro, aquilo que apodrece, o estado mais denso da constituição humana, ou seja, o corpo físico. 

 

2º. PRINCÍPIO: Linga Sharira (em sânscrito: Linga, significando modelo, padrão – correspondente ao inglês pattern); e sharira, que provem da raiz verbal sri, significando apodrecer, representando os instintos, cada qual segundo a sua espécie, conforme diz a Bíblia, de modo que este princípio permeia todo o corpo humano, sendo um molde inerente de todos os órgãos, artérias, e nervos. É, ao mesmo tempo, o que diferencia o homem dos outros animais, e o que idêntica como um animal. É uma característica humana. Evidentemente é mortal. E existe para o “santo sacrifício”.

 

3º. PRINCÍPIO: Corpo Astral (Prana): No espiritismo  recebe outros nomes, tais como corpo etérico, corpo fluídico, duplo etérico, fantasma, perespírito. É o homem “astral” ou do “sul”. Após a morte física este duplo etérico ainda permanece algum tempo com vitalidade, formando o que se chama de "espectro" ou "fantasma". Segundo madame Blavatsky, o duplo etérico desempenha um papel importante nos fenômenos espíritas (não constituindo, segundo ela, prova da alma divina do homem), sendo a substância que forma os chamados "espíritos materializados" nas sessões espíritas.

É o “corpo vital”, uma das três “almas” do homem. É “auxiliar invisível” do homem. 

Prana, ou Pranan, em sânscrito pra, antes, mais a raiz verbal an, respirar, viver, o nephesh da religião hebraico, ou alma vital da teologia cristã.

Prana representa a energia psíquica, vital, que mantém o corpo físico funcionando.

Assim, o Espírito Divino emana de si o corpo denso extraindo como imagem a Alma consciente; o Espírito de Vida emana de si o corpo vital, gerando a Alma intelectual; e finalmente, o Espírito Humano emana de si o corpo de desejos, gerando a Alma Emocional.

Esta, por sua vez, gera os processos químicos, responsáveis pelo funcionamento de todo o metabolismo físico das atividades orgânicas vitais, a digestão, excreção, respiração e tudo o mais que mantém a vida, como o processo de reprodução.  

Também está ligada ao princípio de “reflexo”, responsável pelas funções da memória consciente e inconsciente, do raciocínio, e da imaginação. É plenamente desenvolvido apenas no homem, existindo ainda em estado rudimentar em alguns mamíferos.

 

4º. PRINCÍPIO: Kama Rupa, ou corpo-emocional.  Em sânscrito: kama, desejo; rupa, corpo, também conhecido como corpo de desejos, corpo emocional ou corpo astral, no sentido daquilo que fica no “sul” ou “zona da sombra. Kama Rupa é a sede da mente humana, inferior, animal, a parte da constituição do Homem que contém as energias mentais e psíquicas.

 

Por meio do corpo vital ou dos desejos é possível ao animal chamado homem exercer suas faculdades emocionais. A enorme maioria dos seres humanos permanece quase o tempo todo neste nível, pensando que está vivendo, mas está, de fato, morto.

 

 

         OS 7 PRINCÍPIOS: OS 3 PRINCÍPIOS SUPERIORES

 

O 3 princípios superiores é um resumo do homem. Assim, diz-se que o homem é um Espírito tríplice, possuindo uma mente que governa o tríplice corpo. Assim, o Espírito Divino emana de si o corpo denso, originando a Alma consciente, o Espírito de Vida, contendo em si o corpo vital, originando a alma intelectual, com seus “skandas” (atributos) ou corpo dos desejos, originando a Alma Emocional. Esse princípio triplo anímico é o mesmo ensinado e admitido na Cabala.

Em termos cristão, os 7 princípios se resumem a três: corpo, alma e espírito, que correspondem à filosofia grega, à religião judaica e, por conseguinte, sublimados no cristianismo como Pai, Filho e Espírito Santo. 

 

5º. PRINCÍPIO: Manas – mente, intelecto. Da raiz do sânscrito, man, pensar. É um reflexo de natureza dual. Manas na sua essência mais elevada (Manas superior) é o "pensador" em nós (razão), nossa verdadeira e divina mente, e é o Ego humano. Manas inferior é definido como corpo mental que tem a tendência de se aliar a Kama Rupa, o centro dos desejos. Manas tem a função de unir a parte animal (quaternário inferior) a Atmã-Budhi, o aspecto superior tomado em seu sentido divino.

Por isso Manas é dividido em Manas superior e Manas inferior, e seu movimento para cima ou para baixo determina a ação do homem no animal ou no divino. O espírito humano e o espírito divino. A mente não é ainda um corpo organizado e na maior parte dos indivíduos é uma espécie de nuvem disposta na região da cabeça.

 

6º. PRINCÍPIO: Budhi, ou iluminado. Da raiz verbal do sânscrito, budh, despertar, iluminar, conhecer). É a alma divina, veículo de  Atman, o Espírito. É o raio individual que emana da Alma Universal. É imortal e incorruptível, e congrega assim todas as “contas” da vida, como um rosário.

 

7º. PRINCÍPIO: Atman ou Atma ou Atmã, palavra sânscrita que significa Alma ou sopro vital. Na teosofia representa a Mônada. Para a teosofia, cada ser humano possui Atman, ou espírito individual, que é um reflexo da Alma Universal. O Atman é a idéia abstrata de "eu sou eu". Ele não difere de tudo o que está no cosmos, exceto pela auto-consciência.

É o mais elevado princípio humano, princípio supremo, a Essência divina, sem forma e indivisível. A expressão também é utilizada no hinduísmo para expressar Brahman, o equivalente cabalístico a YHVH. O anagrama de Brahman é Abraham, o “pai de todos” na religião hebraica. Na filosofia esotérica é considerado uma ligação do ser humano com a hierarquia cósmica.

É a “negritude” ou “Krishna” ou no ser humano.

 

Brahman é o princípio divino não personalizado e neutro. Na religião hindu é um dos 3 elementos do trimurti, associado na religião cristão, por meio do catolicismo, ao Pai.

Na teosofia, assim como na Cabala, Brahman é o Absoluto, Ain Soph (Sabedoria Infinita) ou início de um novo ciclo de manifestação. Portanto, Ele é a origem e raiz de toda a consciência que evolui neste mundo. E aqui pode se aplicar o que Jesus disse: “Conhecei a Verdade e sereis livre.”

E a Verdade é aquilo que, no momento, o cristianismo não admite em sua doutrina, a evolução por meio de sucessivas encarnações. Esta gera karma, produto da ignorância humana em sua relação como mundo fenomênico, e que gera todo o sofrimento humano. Somente o conhecimento da Verdade pode libertar o homem de sua escravidão voluntária.

No hinduísmo culto, ao qual a teosofia está associada, a libertação deste ciclo de sofrimento é concebida como uma aniquilação no Absoluto (Brahman), e consequente entrada no  nirvana (paraíso) mental. Assim, Brahman é considerado a origem e o fim de tudo. O homem, como ser humano, possui o livre-arbítrio; mas como ser divino não deve possuí-lo. Os budistas afirmam que a noção de um "eu" separado é uma das principais causas das guerras e conflitos na história humana, e que vivendo de acordo com a noção de Anatta ou não-eu podemos ir além de nossos desejos mundanos.

Não somos interdependentes como supomos, mas “tomos somos um”. Todos estamos de algum modo interconectados

 

Neste aspecto, na teosofia assim como no espiritismo, e na Cabala, o processo (lei) da reencarnação é de capital importância. Na morte corpo e mente se desintegram, mas se a mente desfeita contém quaisquer resíduos cármicos, ou seja, não se “iniciou”, causa uma continuidade de consciência que reverbera em uma mente nascente em outro ser. Atman se reencarna, representando a mais elevada centelha divina em cada ser humano. Mas como Atman não pode ser considerado um “princípio humano” propriamente dito, o pensamento budista nega essa idéia. Mas isso é relativo e depende do que se entende por Atman (pois a alma é um conceito vago). Mas tanto o budismo quanto o hinduísmo defendem que há continuidade entre vidas, embora não se saiba exatamente que princípio se reencarna (Budhi, na Teosofia, que congrega todas as suas “contas”).

 

A respeito de Jesus a Teosofia  se refere a ele como um grande mestre, não mais filho de Deus do que qualquer outra pessoa. A diferença fundamental é que ele conhecia-se – isto é, conhecia a Verdade – e isso o tornava o que a Igreja lhe dá como epíteto, o Filho de Deus. Nesse ponto, e para finalizar, não poderíamos citar outra frase senão aquela dita pela Divino Mestre: “Conhecei a verdade, e sereis livres.”

 

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