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REENCARNAÇÃO

 

Por Wilson Mello Franco

 

 

A doutrina da reencarnação é tão lógica, que negá-la, se não for má vontade, ou é ignorância ou hipocrisia. Entre tantas passagens que encontramos no Velho e no Novo Testamentos, a mais célebre, sem dúvida, é aquela em que Jesus afirma – sem voltas, e sem uso de parábola – que João Batista era Elias que tinha voltado.

 

Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu melhor do que João Batista... E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir. Quem tem ouvidos, ouça”. (Mateus 11). 

 

Uma segunda passagem, também bastante citada, é esta que aparece no início do capítulo 9 de João: “Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seu discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus”.

 

 Se era um cego de nascença, como poderia ele  ter pecado para nascer cego? Em uma vida passada, evidentemente. Essa passagem mostra também que a reencarnação era crença corrente na Palestina do tempo de Jesus. Observar que Jesus não censurou os discípulos por ter essa crença, mas completou que aquele homem nascera cego para se cumprir nele as obras de Deus, ou seja, o que ele, como homem-deus criou, agora se manifestava nele mediante uma lei universal de causa e efeito.  

 

 

      

O CARMA E A VIDA ATUAL 

 

 

Podemos inferir então  porque um problema surge tão inesperadamente em nossa vida, e também porque retornamos inúmeras vezes ao estado físico. Apesar disso, não gastamos tempo suficiente para tentar avaliar nossa vida universal,  confessando a nós mesmos nossos pecados.

 

Mesmo enquanto estamos no “além” não avaliamos perfeitamente os nossos erros no nosso círculo prévio de vida,  para determinar exatamente como encarar as tentações futuras quando surgirem.

Por que então uma alma quereria voltar à forma terrestre antes que estivesse preparada?

 

Porque preme a queda na assim chamada natureza humana: O gosto pelos prazeres da carne, o desejo excessivo do álcool, de sexo, de cuidados com o corpo, e outros itens semelhantes. Algumas almas estão sobremaneira apaixonadas pelos corpos que deixaram para trás, que mal podem esperar por uma oportunidade de formar um outro corpo e um conjunto que o favoreça.   

      

        Estas almas que estão tão dramaticamente ligadas à terra não serão capazes de avançar espiritualmente até que aprendam a dar menos atenção aos apetites da carne.  Todo hábito formado de prazer -  e eles são infinitos -  apanha a pessoa no contínuo ciclo de renascimento, até que os apetites sejam finalmente afastados enquanto ainda se está na carne – avidez ao dinheiro, avidez pelo poder, avidez de sexo, e hábitos animais como uma procura antinatural do álcool, das drogas, do tabaco, ou quaisquer das circunstâncias  no campo emocional em que nos sentimos impossibilitado de passar por cima. Voltamos para encarar tudo o que não conseguimos lidar de modo construtivo, até aprendermos a sobrepujar de modo construtivo os problemas que nós mesmo causamos, por ignorância da Grande Lei.

     

    A covardia chamada suicídio é um erro imenso, pois a pessoa apenas adiou o enfrentamento dos problemas que erroneamente julgava deixar para trás. O suicida, além disso, é diferenciado no Além, e apressadamente  é forçado pela Lei do Carma a retornar à vida terrestre: mais cedo ou mais tarde, será obrigado a encarar os problemas que, na vida anterior, preferiu se acovardar a buscar o nome de Deus.

 

     Esta é uma lição para as almas que gostariam de quebrar o ciclo de renascimento.   

 

 

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