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CÉREBRO E MENTE

 

                                 Adaptação: Wilson Mello Franco

 

 

A Associação Americana de Psiquiatria calculou que quase 40 milhões de norte-americanos adultos sofrem de distúrbios mentais, até mesmo de abuso de riqueza. Os gastos estimados da sociedade com essas doenças superam US$ 400 bilhões por ano, mais do que os gastos com câncer, doenças cardíacas e Aids juntos.

 

Embora se tenha gasto muito dinheiro em pesquisas e se tenha obtido conhecimentos animadores sobre o funcionamento do cérebro, a neurociência – a ciência que estuda este órgão – está apenas engatinhando nesse sentido, e o cérebro continua tão misterioso como sempre o foi. O Dr. Torsten Wiesel, ganhador do prêmio Nobel de 1981 por seu trabalho sobre os suportes neurais da visão, declarou: "Precisamos de um século, pelo menos, talvez mesmo um milênio, para compreender o cérebro".

 

É o cérebro que permite a percepção, a memória, a emoção, a linguagem e todos os outros fenômenos misteriosos que constituem nossas mentes, o ego. Pelo cérebro, em certo sentido, passam nossos problemas sociais mais urgentes: guerra, racismo, pobreza, poluição, crime. Os neurocientistas têm o cérebro como a sede das paixões, e alguns chegaram a proclamar que se está prestes a descobrir as chaves para a barrar a agressão, a depressão, o vício, a esquizofrenia e até para se descobrir a formação da própria consciência. Certamente este órgão das maravilhas não revelará seu segredo com tanta facilidade, embora os pesquisadores venham obtendo um arsenal cada vez mais poderoso de ferramentas para comprovar fenômenos neurais.

 

Como o cérebro suporta a natureza humana é um mistério para a ciência, quase indecifrável; mas, se Deus e Satanás existem, certamente moram no cérebro humano. O deus Mercúrio – o mais humano dos deuses, que podia transitar entre o céu e a terra -, pode ser comparado metafisicamente ao cérebro. Esse deus foi morar numa caverna, palavra que em grego se diz spelaion, e que se pronuncia quase como uma corruptela da palavra portuguesa espelho... pelo que a Bíblia logo de cara já nos informa que o homem foi feito à imagem (espelho) e semelhança de Deus, não com o verbo no singular, mas no plural: “Façamos (nós, os elohim) o homem à nossa imagem e semelhança”. Essa visão metafísica do cérebro exigirá de qualquer um que se propõe a adotá-la, a dar explicações mais avançadas, o que não é o caso aqui. Mas a teosofia verdadeira explica isso claramente aos que se despojaram das lentes do dogmatismo. Digo teosofia verdadeira porque no tocante à teosofia moderna esta se descambou para uma quase idolatria e é apenas uma sombra da “religião da sabedoria”: a ciência do bem e do mal está no cérebro.

 

Talvez a comparação mais apropriada para o cérebro é que ele seria como um computador. Sendo o computador, no entanto,  programado por um especialista para que execute suas funções, haveria assim por trás dos fantásticos meandros do cérebro um força maior e enigmática que os cientistas se recusam a admitir. Experiências feitas com pessoas que sofreram lesões cerebrais comprovaram que alguns pacientes perderam até mesmo a capacidade de conjugar tempos verbais, ou de memorizar fatos e pessoas. No entanto, os cientistas não conseguem explicar como alguns pacientes de cérebros lesados, ao contrário de prejuízos psicofísicos, a lesão resultou em acréscimos benéficos dramáticos à psique da pessoa. Médicos já relataram mais de 30 casos de uma condição conhecida como síndrome do gourmand, em que a danificação do lobo frontal direito resulta numa obsessão por comidas finas. Um jornalista político suíço extraiu o máximo desse estado: depois de se recuperar de um derrame, começou a escrever uma coluna gastronômica. Há um caso de um paciente de quem foi extirpado metade do cérebro, e no entanto ainda possuía as faculdades que supostamente estariam no lobo extirpado, mantendo suas funções físicas normais...

       

Desse modo, alguns cientistas menos ortodoxos acham que a neurociência será libertada de seu impasse ‘ateísta’ atual por um gênio que desvendará padrões e soluções que têm escapado a seus predecessores. Antes, porém, temos que nos consolar na engraçada posição de que o próprio cérebro terá que desvendar seus enigmas. Como diz Mme. Blavatsky, esse é o único deus que se pode conhecer. O espaço cerebral e o espaço interior do homem são a última fronteira a ser desvendada pela ciência.

 

 

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