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LEI  DO CARMA

 

Por Wilson Mello Franco

 

 

O espírito do Universo está

presente

na Lei do Carma

 

     Carma ou Lei da Ação e Reação (Harmonia) pode ser individual ou em massa. Uma árvore tem milhares de folhas; cada folha é única, mas todas elas se nutrem da mesma árvore. Assim também cada de um de nós é único, mas todos nós nos nutrimos da VIDA UNIVERSAL, que gira a grande LEI DO CARMA.

 

    O carma individualmente marca a nossa vida particular, e, em massa, a vida de nossa sociedade, o futuro do mundo. Esse futuro, embora ainda não concretizado fisicamente, já existe, criado por nós mesmos, na dimensão que atua a GRANDE LEI DO CARMA.

 

    É assim que os profetas podem vislumbrar o futuro, pois ele já está formado por nós mesmos, e nós mesmos – individual ou em massa – podemos mudá-lo, e o mudamos a cada dia. Daí algumas profecias não se cumprirem. No fundo, todos nós somos profetas, pois estamos predizendo a cada momento os fatos futuros de nossa própria vida – a atual e a futura. 

 

     Não é, pois, à toa que a Bíblia diz que o dom da profecia é uma das grandes graças que o homem pode alcançar. Profetizar é ter fé.

                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O carma nos projeta

no túnel do tempo   

 

 INFLUÊNCIAS CÁRMICAS NA VIDA ATUAL

 

       A psicologia moderna se esforça para explicar fatos que, até o momento, não consegue apreender o sentido. Nesses fatos estão a possessão espiritual, grande número de neuroses, bloqueios psicológicos, etc.. Todavia, grandes mestres da psicologia, como Carl Jung, se enveredaram pela área mística na tentativa de explicar certos fenômenos espirituais que Freud não conseguia explicar. Esse foi o motivo das divergências entre Freud e Jung, e outros discípulos do pai da psicanálise.

 

          Uma grande prova da LEI DO CARMA e sua atuação em nós é o sentimento que todos nós temos de estarmos "amarrados" em alguns setores de nossas vidas, e isso ocorre mesmo estando a pessoa financeiramente bem estabilizada. Às vezes temos a impressão que "a coisa não anda" e que o azar nos persegue. Outras vezes, somos atraídos para um romance que decididamente sabemos está fadado ao conflito... nos apaixonamos por quem não queremos, gostamos de quem não queremos, e nesse relacionamento ficamos amarrados por correntes além da razão... São efeitos do carma.

 

    Entretanto, o carma não é nenhum carrasco, não é um tirano que nos subjuga como um escravo. Pelo livre-arbítrio nós o fizemos, e pelo mesmo livre-arbítrio Deus nos deu o poder para mudá-lo. Isso apenas prova o imensurável AMOR que Deus tem por nós, seus filhos, pois, embora erramos contra SUA LEI (o CARMA), nessa nova vida oferece-nos uma nova oportunidade de nos redimirmos.

 

       O Carma, pois, caminha para a harmonia, e, por isso, em última análise, como tudo que procede de Deus, CARMA É AMOR. 

 

         Antes de nascermos, em função do nosso carma manejamos e vislumbramos os nossos desafios a ser encarados enquanto formos personalidade neste mundo. Quando assumimos o corpo, a "queda na matéria" nos faz esquecer de todos esses desafios - sempre escolhidos por nós - e a cada "tapa" que a Vida nos dá, não imaginamos a verdade que está por trás disso. O conhecimento dessa verdade, pois, como disse Jesus, nos liberta.

 

 

 A LEI DO CARMA NA BÍBLIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 

 

 

A Espada e as Trevas:

Outro simbolismo para a

LEI DO CARMA

     Embora a Religião ortodoxa negue essa GRANDE LEI DIVINA, logo nas primeiras páginas da Bíblia já vemos uma menção à LEI DO CARMA, no episódio da expulsão de Adão e Eva do paraíso.

        

     "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal: assim, para que não estenda a mão e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente: o Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, A FIM DE LAVRAR A TERRA DE QUE FORA TOMADO. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden, e o REFULGIR DE UMA ESPADA QUE SE REVOLVIA, para guardar o caminho da árvore da vida." (Gênesis, 3: 22 a 24).

 

        Numerosas passagens do Velho Testamento poderiam ilustrar esse artigo.  Também a Cabala ensina a doutrina da Reencarnação.

 

        No Novo Testamento também podem ser encontradas muitas alusões ao carma. A principal é a passagem clara e inequívoca em que Jesus afirma que João Batista era Elias que voltara.

 

  

REENCARNAÇÃO E CARMA

 

Depois de séculos relegada a segundo plano, a reencarnação está se tornando tema dos simpósios e conferências dos profissionais da mente. Finalmente a ciência ortodoxa está encarnando o espírito de Shakespeare, que disse: "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que pode sonhar nossa vã filosofia". 

Condenada pela Igreja Cristã desde o século IV, a reencarnação é fácil e inequivocamente detectada em fartas passagens do Evangelho. Então, por que a Igreja a nega?

Em primeiro, porque no início do cristianismo era preciso manter a unidade da Igreja, abalada por várias heresias, como as doutrinas de Ário e de Nestor. Em segundo, a Igreja precisava de fundos, e vendia indulgências, política absolutamente incompatível com a doutrina da reencarnação, já que ninguém compraria um lugar no céu sabendo que iria reencarnar.  

 

A doutrina da reencarnação é tão lógica, que negá-la, se não for má vontade,  é ignorância ou hipocrisia. Entre tantas passagens que encontramos no Velho e no Novo Testamentos, a mais célebre, sem dúvida, é aquela em que Jesus afirma – sem voltas, e sem uso de parábola – que João Batista era Elias que tinha voltado.

 

Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu melhor do que João Batista... E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir. Quem tem ouvidos, ouça”. (Mateus 11). 

 

Uma segunda passagem, também bastante citada, é esta que aparece no início do capítulo 9 de João:

 

Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seu discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus”.

 

 Se era um cego de nascença, como poderia ele  ter pecado para nascer cego? Em uma vida passada, evidentemente. Essa passagem mostra também que a reencarnação era crença corrente na Palestina do tempo de Jesus. Observar que Jesus não censurou os discípulos por ter essa crença, mas completou que aquele homem nascera cego para se cumprir nele as obras de Deus, ou seja, o que ele, como homem-deus criou, agora se manifestava nele mediante uma lei universal de causa e efeito. 

 

Veja Também:   O LIVRO DA VIDA DA GRÃ-SACERDOTISA

 

Reencarnação     TERAPIA DAS VIDAS PASSADAS

 

 

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