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A DOUTRINA DE BASÍLIDES DE ALEXANDRIA 

E A FÍSICA MODERNA

 

Tradução, acréscimos e montagem do texto:

                 Wilson Mello Franco

 

Basílides foi um grande doutor gnóstico de Alexandria, ensinando de 120 a 145 d.C. Teve numerosos discípulos no Egito e na Europa meridional. Modernamente, Basílides foi muito apreciado por Carl Gustav Jung, que dele tomou como inspiração seu Sete Sermões ao Morto (1916), trabalho que é criticado por pseudocatólicos e seitas cristãs crassas.

Embora pouco se conheça do que Basílides ensinava, dois conflitantes escritos de seus ensinamentos sobreviveram até os tempos atuais, um do caçador católico de heresia, Santo Irineu de Lyon, e outro do caça-heresia católico Santo Hipólito de Roma. 

Sabemos que Basílides se proclamava discípulo de Glauco, o qual, por sua vez, tinha sido discípulo do apóstolo Pedro. Como Valentino, Basílides estabeleceu a validade de seus ensinos invocando uma linhagem ininterrupta de transmissão, diretamente do próprio mestre Jesus.

Um autor prolífico, Basílides ficou renomado pelo seu volumoso comentário de 24 volumes das escrituras cristãs. Desgraçadamente,  a única cópia sobrevivente foi destruída quando uma turba cristã antignóstica saqueou a Biblioteca de Alexandria,  em 397. 

   

 

             

Abraxas: símbolo místico dos gnósticos de Alexandria

 OS 365 CÉUS DE BASÍLIDES

 

 

De acordo com os escritos do sistema de Basílides dado por Santo Hipólito de Roma, os primeiros seres entre todos haviam sido os aeons, deidades invisíveis que moram no Pleroma (a luz-céu secreta dos gnósticos). No coração do Pleroma vivia o "Pai Incriado",  um ser de uma tão pura e infinita perfeição que era impossível descrever ou mesmo contemplar.  

  A Criação começou quando um dos aeons criou os "Regentes”, anjos poderosos que caíram do Pleroma e construíram um primeiro céu abaixo dele, acidentalmente. Estes anjos criaram outros debaixo deles, povoados ainda por mais Regentes; a criação prosseguiu rapidamente até que houvesse 365 céus, um dentro do outro, cada camada sucessiva preenchida com seres completamente sem conhecimento de todos os que estavam acima deles. 

                             

 

 

 

                                                               CONTINUA

 

 

SAIBA MAIS:

 

    Uma visão crítica de Santo Irineu 

 

    REPORTAGEM DO NEW YORK TIMES (NOVEMBRO DE 2002)

Nova teorias admitem a existência de vários universos 

 

Basílides de Alexandria: Sete Sermões aos Mortos

Em excelente apologia de Carl Gustav Jung

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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