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AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO

 

A primeira lista das maravilhas do mundo teria sido feita pelo

   poeta grego Antípatro de Sídon, entre os anos de 150 a 120 a.C..

 

Texto: Wilson Mello Franco

 

       AS PIRÂMIDES DO EGITO

 

As mais antiga e a única das sete maravilhas do mundo antigo que ainda existe. Seriam sepulturas para faraós, mas nenhuma múmia foi encontrada nos monumentos até agora.

Estão localizadas na planície de Gizé, subúrbio do Cairo, capital do Egito.

As mais célebres são as de Quéfren com 136,5 m., Miquerinos, com 66 m, e a de Quéops com 149,5 m. Esta última teria sido construída entre 3700 e 5000 mil anos, e nela teriam trabalhado cerca de 100 mil homens durante 20 anos. Mesmo assim se discute até hoje como tal pirâmide foi construída, pois não havia na época conhecimento suficiente para uma obra de tamanha envergadura. Mesmo para nós, com toda nossa tecnologia atual, fazer um réplica tal como esta pirâmide se apresenta, seria impossível.

 

A grande pirâmide guardaria ainda, em suas medidas, profecias que contariam a História da civilização judaico-cristã, por seis mil anos. Segundo estudiosos da cronologia da Grande Pirâmide, acabamos de adentrar o sétimo milênio, no qual ocorrerá o fim dos tempos, não muito longe do século XXI (por volta de 2040). Todavia, tal cronologia não é obtida através de inscrições, inexistente em todo o monumento, mas em saliências destacadas, segundo a medida usada na construção do monumento, o côvado piramidal.

 

A Grande Pirâmide constitui um registro da sabedoria antiga, podendo ser encontrada nela muitos dados que seriam descobertos muitos séculos depois, como o ano sideral, o valor de Pi, a distância da Terra ao sol, etc. etc.. Sem dúvida, foi a mais espantosa obra de engenharia do mundo antigo. 

JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA

 


           

Construídos por Nabucodonosor em 605 a.C., não só para mostrar sua grandeza como conquistador como ainda para homenagear Semíramis, uma de suas mulheres favoritas, originária da Média. Na época, Babilônia, a capital dos caldeus, tornou-se uma das mais exuberantes cidades, sendo sua glória decantada por muitos povos conquistados, entre eles os judeus. Ao contemplar a faustosa obra acabada, Nabucodonor se viu vítima de sua própria megalomania, enlouquecendo.

Os jardins eram compostos por seis montes artificiais com terraços arborizados com palmeiras e plantas exóticas, apoiados em colunas de 25 m a 100 m de altura, formando plataformas como ruas, que eram alcançadas por uma escada de mármore. Ficavam a uns 200 m do palácio, ao sul do Tigre, e olhados daí, se tinha a impressão de que eram suspensos. Babilônia foi conquistada por vários povos, não se sabendo exatamente por quem ou quando os jardins suspensos foram destruídos.

 

ESTÁTUA DE ZEUS EM OLÍMPIA

 

Ficava no Templo de Olímpia, na Grécia, e foi esculpida por Fídias, entre 456 e  447 a.C., em marfim e ébano, com incrustações de ouro e pedras preciosas. Zeus era o patrono de Olímpia, e em sua honra se realizavam os jogos olímpicos a cada quatro anos.  Tinha 15 m de altura (ou 12 m, segundo outros, melhor informados, pois 12 é o número de Zeus, o Júpiter romano). Essa estátua colossal criselefantina retratava Zeus sentado em seu trono de cedro (talvez de carvalho, a árvore associada a Zeus), portando na mão esquerda  o cetro com uma águia pousada, e na direita segurava uma estátua. Estava vestido com uma toga de ouro. Esta alegoria representa o que a Bíblia diz: “Na tua mão direita prolonguei a tua vida, e na esquerda coloquei riquezas e honras” (Provérbios, 3: 16). Nos mistérios esta alegoria perfaz a mais sagrada das doutrinas.

Como a destruição das grandes obras do mundo antigo começa com a ascensão do cristianismo, pouco antes de dividir o império romano entre seus filhos Honório e Arcádio (395), o imperador Teodósio mandou fechar o templo de Zeus e proibiu homenagens em sua honra. A estátua foi retirada do templo e levada para Constantinopla, onde foi destruída por um incêndio em 462 ou 475.

 

 

                            O COLOSSO DE RODES

 

Estátua em bronze do deus grego Hélio, deus do Sol, construída pelo escultor grego Chares (ou Hares), que levou 12 anos para construí-la (302-290 a.C). Teria, segundo uns, 30 metros de altura (Enciclopédia Larousse Cultural), ou entre 32 e 46 m segundo outros, pesando cerca de 70 toneladas. Erguia-se à entrada do porto de Rodes, ilha grega do mar Egeu. Os filmes épicos mostram uma colossal estátua de pernas abertas sobre um estreito, mas essa não seria a imagem real. Representava um jovem coroado de raios solares, que simbolizavam a união e a vitória do povo. Em 225 a.C, caiu no mar devido a um terremoto. Ficou no mar até 657, quando os árabes, que então ocuparam a ilha de Rodes, a encontraram e a transportaram para a África, onde foi retalhada e vendida como sucata.

    TÚMULO DO REI MAUSOLO

 

Construído em mármore por Artemisa II, irmã e esposa viúva de Mausolo, em Halicarnasso, na Cária, Ásia Menor, hoje uma região da Turquia. De sua imponência se originou a palavra mausoléu. Com 50 m de altura, sua base era de mármore e bronze, com revestimento em ouro. O monumento, terminado em 356 a.C., depois da morte de Artemisa (351), era finalizado por uma pirâmide de 24 degraus, onde no topo sobressaia uma carruagem puxada por quatro corcéis. Dentro havia obras de arte, se destacando as estátuas. Destruído por terremoto entre os séculos XI e XV (possivelmente em 1215). Pedaços deste monumento estão no Museu Britânico, em Londres, e em Bodrum, na Turquia.

 

TEMPLO DE ÁRTEMIS

 

  Erigido em Éfeso (hoje uma aldeia da Turquia) desde o ano 550 a.C., por Creso, rei da Lídia, sendo o arquiteto o grego Cherdifron., e terminado em em 450 a.C.. Era o maior templo do mundo grego, edificado em homenagem a Ártemis, deusa da caça, dos bosques e da natureza selvática, a Diana dos romanos. O templo tornou Éfeso famosa, pois nele se realizavam, além dos cultos, atividades comerciais e bancárias. Media 138 metros por 71,5 m (outros dizem 141 m por 73 m), com 127 colunas de mármore de 19,5 m. Além da estátua criselefantina da deusa dos bosques, possuía ainda muitas esculturas e obras de arte produzidas pelos grandes artistas da época, algumas das quais conservadas hoje no Museu Britânico.

Foi incendiado em 356 por Herostratus, a fim imortalizar seu nome. Enquanto o fogo devorava o templo, Alexandre Magno nascia. O próprio Alexandre Magno, quando conquistava a Ásia, colaborou para sua reconstrução, que perdurou até 262, quando teria sido arrasado pelos godos. Outra versão aponta o São João Crisóstomo como o autor da demolição. As ruínas da basílica de São João ainda pode ser vista em Éfeso.  

 

FAROL DE ALEXANDRIA

 

 

 

 

 

 

 

  O faraó Ptolomeu II mandou o arquiteto grego Sóstrato de Cnido construir este farol em 280 a.C., na ilha de Faros, unida por um molhe à Alexandria. Ficou pronto em 270 a.C.. Era uma torre de mármore branco, de 134 m de altura, com três estágios diferenciados na forma, sendo o primeiro quadrado, o do meio com oito faces, e o último, cilíndrica, era alcançado por uma escada em caracol. No topo, uma estátua do deus sol grego Hélio. No último estágio se acendia uma fogueira, com lenha ou carvão, a qual era refletida num espelho, fazendo com que a luz pudesse ser vista mar adentro até 55 km do local. Ocupava cerca de 100 homens para esse trabalho.  Eram registrados ainda a direção dos ventos e as horas. Esteve ativo por mais de cinco séculos. Um terremoto, em 1302, o arruinou, e em 1480, o sultão Qa'it Bay decidiu usar suas pedras para construir um forte.

 

 

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