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ERA COLOMBO UM JUDEU CONVERTIDO?

Por que Colombo escondeu de propósito sua nacionalidade?

ERA COLOMBO REALMENTE ITALIANO?

 

Por: Mantin  Dugard -      Do LOS ANGELES TIMES  -  OESP 21/5/2006

 

Colombo, vergonha de dizer que era

um judeu genovês convertido?

 

    Uma descoberta de DNA poderá reescrever 500 anos de história. Legistas espanhóis passaram os primeiros cinco meses deste ano coletando amostras de DNA de cidadãos da região catalã da Espanha e sul da França, procurando ­decifrar um dos maiores mistérios não resolvidos da história: determinar a verdadeira identidade de Cristóvão Colombo.

 

A investigação foi conduzida por Jose Antonio Lorente, ex-instrutor de uma academia do FBI (departamento americano de investigações), cujo trabalho tem sido útil na identificação de vítimas das atrocidades cometidas durante a Guerra Civil Espanhola. Ontem, Lorente deveria ter apresentado suas conclusões, exatamente na data em que se comemorava 500 anos de aniversário da morte de Colombo. Mas a solenidade foi adiada e deverá ser remarcada para daqui  dois ou três meses.

 

Lorente exumou os restos mortais de Colombo em 2003 para extrair amostras do DNA do explorador e depois compará-las às de seu irmão Diego e seu filho legítimo, Fernando, estabelecendo assim, um mapa genético comum.

 

O passo seguinte foi reunir amostras de saliva, procurando comparar as evidências mitocondr­iais que apontarão com precisão a verdadeira genealogia de Colombo.

 

O que se aceita comumente é que o explorador era um italiano que se mudou para Portugal e daí para a Espanha. Contudo, para muitos especialistas, pelo contrário, ele era um nobre catalão que escondeu sua verdadeira identidade, ou o filho ilegítimo de um príncipe da Ilha Maiorca, ou mesmo um judeu que passou a vida disfarçando sua verdadeira identidade. Os registros de nascimento indicam que ele nasceu em Gênova em certo dia do outono em 1451. Os incrédulos, porém, acreditam que esses registros foram fabricados pelos ardorosos fundadores da cidade.

 

O QUE É CONSENSO

 

O que é certo é que Colombo tinha cabelos ruivos, rosto coberto de sardas e media 1,80 metro, que o tornava bem acima da media naquela época. Era viúvo, pai de dois filhos, e navegou quatro vezes para o Novo Mundo entre 1492 e 1504, mapeando e dando nome para quase todas as ilhas caribenhas por onde passou. Descobriu a América do Sul em 1498; não pisou na imensa terra americana até 1502.

 

Quando de sua quarta viagem, uma jornada de redenção que chamou "El Alto Viaje" ("A grande Viagem"), repleta de incidentes desastrosos, ele finalmente desistiu do seu sonho de descobrir uma passagem marítima na direção do oeste, que iria da Europa para a Ásia. Ironicamente, o local onde Colombo tomou essa decisão é, hoje, a embocadura do lado leste do Canal do Panamá, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico.

 

Colombo viajou tanto em vida como "após a morte". Seu corpo originalmente foi enterrado em Valladolid, na Espanha, cidade onde morreu e onde Lorente anunciou as suas conclusões sobre o DNA. O corpo foi transferido, mais tarde, para Santo Domingo, República Dominicana, depois foi para Cuba e em seguida retornou a Sevilha, na Espanha. A República Dominicana alega que o corpo de Colombo nunca deixou o país e construiu um imenso farol como tumba para abrigar seus restos mortais.

 

As amostras de DNA colhidas por Lorente devem provar onde eles realmente estão, embora tanto a República Dominicana como Espanha possam estar com razão: os ossos de Colombo teriam sido divididos em duas caixas por dominicanos sentimentais, assegurando que pelo menos uma parte do explorador nunca deixasse a cidade que ele fundou, governou e à qual deu o nome de seu pai.

 

Naturalmente, permanece o fato de que Colombo não teria sido o primeiro a pisar no que se tornou o solo americano. Irlandeses, vikings e talvez até os chineses teriam estado aqui primeiro.

 

JUDEU GENOVÊS CONVERTIDO?

 

  Um fato curioso é que o próprio Colombo não queria que suas origens fossem conhecidas, e seu próprio filho, Fernando Colombo, em sua "Historia del almirante Don Cristóbal Colón" não fez qualquer referência a ela, por pedido do próprio pai.

Portugal, Espanha e Itália disputam a honra de tê-lo como seu filho. Até mesmo o local de nascimento é controverso: na Espanha os galegos se atribuem essa honra, bem como os catalães. Como a língua galega e o português são bastante parecidos, os portugueses entraram na disputa alegando que Colombo colocava til na letra O, uma particularidade exclusiva da língua portuguesa. Todavia, Colombo costumava escrever palavras de outras línguas quando escrevia em espanhol, sua língua preferida, assim como hoje escrevemos palavra inglesas ou francesas num texto em português, como dejà vu, insight ou know-how.

     Além disso, além da nacionalidade discute-se sua ancestralidade: Colombo seria genovês, mas seus ascendentes seriam judeus catalães fugindo da perseguição do final dos século XIV. Colombo seria então um judeu convertido, o que explicaria, com bastante chance de sucesso, o motivo de querer ocultar ardentemente suas origens numa época como aquela.

 

 

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