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O VENENOSO

 MUNDO DAS COBRAS 

 

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Como um animal tão rústico, sem qualquer membro de locomoção, surdo e com um sistema de visão deficiente, pode ter conseguido sobreviver por tantos milhões de anos? Na verdade, por trás desta rusticidade aparente se esconde um dos mais aperfeiçoados sistema de sobrevivência entre as espécies animais, capaz de detectar as vibrações do caminhar de um rato, subir em árvores e desenvolver um ótimo mimetismo. Desse modo, raramente uma cobra morre de fome, já que pode saquear ninhos de aves nas árvores.

 

Quando se fala em cobra, a primeira palavra que nos vem à mente é veneno. Na verdade, entre as defesas do animal o veneno é a parte final de um sistema de defesa muito mais complexo, senão o mais sofisticados do reino animal, funcionando quase como um pequeno computador, capaz de analisar as mensagens captadas pelo constante pulsar da língua bifurcada num entra-e-sai da boca. A língua recolhe moléculas do ar, e as leva ao céu da boca onde são passadas e analisadas pelo cérebro, que decide como será feita a defesa em caso de ameaça de um inimigo,  ou como capturar o jantar.

           

 

As fossas entre os olhos e a fossa

nasal funcionam como radar

 

    Quando se trata de um inimigo, em função das mensagens recebidas do cérebro, o animal mexe a cabeça para todos os lados tentando localizar onde o inimigo se encontra, e quando será o melhor momento para o bote, caso não possa ou não queira fugir. Um par de pequenas fossas, localizadas entre as fossas nasais e os olhos, funcionam como radares térmicos, capazes de detectar a onda de calor imitida pelo inimigo ou seu jantar. Quando se trata de um inimigo, o animal se enrodilha, sua musculatura se distende, e ele dá o bote no momento apropriado.

           

Boipeva: grande e assustadora,

mas completamente inofensiva

 

 Na verdade, todo o corpo do animal funciona como um rede de sensores, levando para o cérebro as informações que possibilitarão à cobra se desvencilhar de seus inimigos ou arrumar um apetitoso jantar. Durante cerca de 130 milhões de anos acreditam os herpetologistas (estudiosos de serpentes) as cobras têm sofrido modificações, teriam tido pernas, e à medida em que perdiam alguns favorecimentos, como um sistema diferenciado de visão e de audição, iam também ganhando sofisticados sistemas de sobrevivência, tal qual têm agora.  A serpente moderna geralmente enxerga muito mal, não tem ouvidos, e, apesar de possuírem uma quantidade razoável de dentes, não são capazes de mastigar seus jantares. O veneno, injetado na vítima que será seu jantar, também serve para iniciar o processo digestivo.

           

                  A "cobra-cega":

            na verdade é um lagarto

 

    Ao contrário do que se pode pensar, o grupo de serpentes não peçonhentas, isto é, não venenosas, é muito mais numeroso que as venenosas. Muitas cobras não venenosas acabam sendo mortas por conta da fama de suas parentes venenosas. É o caso da boipeva, um cobra grande de cerca de 1,80 m, de aspecto ameaçador, mas que não é venenosa. O exemplo mais típico de uma cobra não venenosa que é frequentemente morta são as falsas corais, facilmente confundidas com suas primas corais verdadeiras, as quais têm um dos mais poderosos venenos. O pior caso, porém, é o da “cobra-cega”, que de fato não é cobra, mas uma espécie de lagarto. São mortas não só em função do medo e da burrice popular como também pelo fato de apresentarem na ponta da cauda algo como uma segunda cabeça. 

 

 

O VENENO E OS GRUPOS

 

 

Quando um animal ou homem é picado, em três horas o veneno terá desenvolvido toda a sua potência, podendo levar à morte a vítima.

 

 A bolsa de veneno e sua

comunicação com a presa

 

O veneno se desdobra em vários componentes químicos, um vai atingir o sistema nervoso, causando falta de coordenação motora e paralisias; um outro atacará os mêsculos cardíacos, podendo provocar a parada do coração; um terceiro ataca os tecidos do corpo, enquanto um quarto tem dois papéis antagônicos: ao mesmo tempo que pode impedir a coagulação do sangue, pode também provocar coágulos em diferentes partes do organismo.

 

O veneno não é igual para todas as serpentes. No Brasil o veneno das serpentes é dividido em três grupos distintos, e para cada um desses grupos existe um soro específico. Mesmo que a vítima de uma picada não consiga distinguir a espécie de cobra que o atacou, é perfeitamente possível saber a que grupo pertence o animal em função dos sintomas, que se diferenciam o suficiente para permitir esse reconhecimento.

 

 

   

Cabeça de cobra

   não venenosa

   

   Cobra venenosa

 Diferenças entre a cabeça de cobra venenosa e não venenosa:

 

 1 - Venenosa: Formato triangular da cabeça

 2 - Venenosa: Escamas curtas

 3 - O formato dos olhos

 

Fonte de Pesquisa:

Revista Super Interessante

 

 

Jararaca

 

O primeiro grupo é o das Bothrops. E o mais numeroso no Brasil, correspondendo a 80% das picadas. Pertencem ao grupo os diversos tipos de jararacas (pintada, verde, ilhoa, do norte, da seca, etc.), a caiçaca (também chamada jararacão), a urutu, a cotiara, a jararacuçu e a surucucu. O veneno deste grupo age no sangue e provoca a destruição dos tecidos. Vivem nas matas úmidas.

Cascavel

 

 

O segundo grupo é o das Crotalus, ao qual pertencem as quatro espécie de cascavéis que vivem no Brasil. São cobras típicas dos cerrados, raramente encontradas no litoral ou matas fechadas. O veneno atua simultaneamente no sistema nervoso e no sangue, destruindo os glóbulos vermelhos.  

 

Coral

 

O terceiro grupo é o das Micrurus, ou corais, das quais existem também quatro tipos no Brasil. De todas as cobras, são as que têm o veneno mais potente. Todavia, são as menos agressivas.

            Cerca de 70 mil pessoas são picadas por serpentes todos os anos no Brasil.

 

 

 JARARACA ILHOA

 

               

 

   Esta serpente, de cerca de 0,90 cm, é exclusiva da ilha Queimada, um rochedo com matas e cerrados a cerca de 335 km do litoral de Peruíbe - SP. Os cientistas se perguntam como este animal se desenvolveu neste lugar, já que esta espécie não existe no continente nem em qualquer outra parte senão unicamente nesta ilha. Não existem fontes de água doce nesta ilha, os animais que ali habitam bebem água da chuva que fica retida nas folhas das bromélias, e em poças. Também não existem mamíferos, o que levou esta serpente a se especializar na caça a aves e anfíbios, e mesmo a comer lacraias e outras serpentes. Por uma questão de sobrevivência, esta cobra desenvolveu um veneno muito mais potente do que o de suas parentes do continente.

 Jararaca verde

 

   No site do Instituto Butantã você pode obter mais informações sobre serpentes, e ainda baixar um catálogo sobre esses animais.

               .

    

      Há várias espécie de jararaca (jararaca pintada)

 

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