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A ARTE DA GUERRA

 

Este é um antigo livro chinês sobre a arte de ganhar uma guerra, que os profissionais do marketing adoram adaptá-lo para as circunstâncias da "guerra de mercado". Há, inclusive edições especiais para mulheres vencerem a dura batalha na competição em ambientes masculinos.

 

Sun Tzu

Sun Tzu foi um general chinês que viveu no século IV AC e que no comando do exército real de Wu acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes.

Foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A ARTE DA GUERRA, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. 

Uma das histórias mais repetidas sobre Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar, no palácio, ao rei,  exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas.

Sun Tzu

Tiras de bambú

Tiras de bambu contendo trechos originais da "Arte da Guerra"

Desde que foi encontrada, essa obra foi traduzida centenas de vezes e recebeu várias interpretações.

A "Arte da Guerra" foi traduzida, inicialmente, pelos japoneses em 760 DC. 

A primeira tradução para uma língua ocidental foi realizada em 1772, pelo padre jesuíta J.J.M.Arniot, publicada em Paris. Em 1782, foi realizada uma nova impressão dessa obra, ordenada por Napoleão Bonaparte.

No século XIX, surgiram as traduções em outros idiomas. Hoje, das poucas traduções disponíveis feitas a partir dos originais em chinês para o idioma inglês, a versão de 1963 de Samuel B. Griffith é a mais aceita e consultada.

Em 1972, escavações na China revelaram uma "nova" versão da "arte da Guerra", considerada mais completa e antiga que a versão tradicional, ampliando e corrigindo algumas passagens traduzidas.

 

Atualmente...

Seus princípios podem ser aplicados, não só nas táticas militares, como também,  em quase todos os ramos da atividade humana.

Seus ensinamentos alcançam todos os indivíduos no confronto com seus oponentes, exércitos contra exércitos e empresas contra suas concorrentes.

 

Dragão

 

Princípios de guerra

 

    Os Princípios de Guerra são fundamentos filosóficos para emprego de uma força.

Eles originaram-se do estudo das batalhas ocorridas deste o início da humanidade que identificou aspectos comuns que levaram um exército à vitória ou à derrota.
Apesar de chamados princípios de guerra, podem ser adaptados às relações interpessoais e ao gerenciamento dos afazeres do dia-a-dia.
Os princípios de guerra estão distribuídos por toda a obra de Sun Tzu, podendo-se identificar os seguintes :

OBJETIVO
O objetivo de uma operação militar deverá estar claramente definido e estar ligado aos efeitos que se espera obter ao final do conflito. Além disto, este objetivo deve ser atingível e ser decisivo para a situação desejada.
Uma vez fixado, todas as ações deverão estar orientadas na sua conquista, e apesar das circunstâncias da guerra não se deve perde-lo de vista.
Em campanha, poderão existir objetivos intermediários ou parciais. Todavia, a conquista destes objetivos deverá contribuir na conquista do objetivo principal.


SURPRESA

A surpresa consiste em golpear o inimigo em local, hora ou uma forma para a qual ele não esteja esperando. Ou, tendo descoberto o seu plano, não tenha tempo útil para reagir. A surpresa altera o equilíbrio das forças em combate.
A surpresa poderá ser obtida por meio da originalidade, da audácia nas ações, da velocidade da execução, do sigilo, do despistamento e da dissimulação de intenções.
Na guerra moderna, a surpresa pode ser obtida nos níveis estratégico, tático e tecnológico.

MASSA OU CONCENTRAÇÃO DE FORÇAS
A massa compreende a aplicação de forças superiores ao inimigo, em um local decisivo e em momento mais favorável à realização das ações que se tenham em vista. A aplicação deste princípio permite que forças numericamente inferiores obtenham superioridade decisiva no momento e local desejado.

MANOBRA

A manobra caracteriza-se pela distribuição dos meios de combate na campo de batalha, de modo a obter uma posição vantajosa em relação ao inimigo. A manobra contribui para a preservação da liberdade de ação e reduz as próprias vulnerabilidades.
A finalidade da manobra é obter o efeito desejado com um mínimo de perdas em pessoal e material. O emprego correto da manobra mantém a pressão sobre o inimigo e assegura a iniciativa.

SIMPLICIDADE
O princípio de guerra da simplicidade está ligado à preparação das ordens e planos. O melhor plano é aquele que, em todos os níveis de decisão, quer do planejamento quer da execução, evidencia concepções claras e facilmente entendidas.
A simplicidade reduz a possibilidade de equívocos na sua compreensão e facilita as correções necessárias durante o combate.

OFENSIVA
A ofensiva é necessária para se obter resultados decisivos, bem como para manter a liberdade de ação. Uma ação ofensiva assegura a iniciativa das ações, estabelece o ritmo das operações, determina o curso do combate e explora a fraqueza do inimigo.
A iniciativa das ações permite a escolha da hora e do local da batalha, facilitando a surpresa.
Algumas vezes, uma ação defensiva será necessária, mas só deverá ser adotada como recurso temporário para uma posterior ação ofensiva.

ECONOMIA DE FORÇAS
A economia de forças caracteriza-se pela distribuição e emprego judiciosos dos meios disponíveis, para a obtenção do esforço máximo nos locais e ocasiões decisivos.
A economia de forças em uma parte da frente de combate permite que se obtenha massa em outra parte da frente.
Na aplicação deste princípio de guerra, deve-se evitar o emprego de meios insuficientes, o que implicaria na não obtenção do resultado desejado, ou ainda, o excesso de meios, o que caracterizaria um desperdício de forças, além do necessário para obter-se o efeito desejado.

UNIDADE DE COMANDO
O princípio da unidade de comando é caracterizado pela atribuição da autoridade a uma só pessoa, ou seja, a pessoa do comandante.
Este princípio compreende uma linha de comando bem definida e com nítida divisão de responsabilidades, um sistema de comando e controle que permita o exercício pleno do comando e o exercício do comando baseado em liderança competente, capaz de infundir total confiança e entusiasmo aos subordinados.

SEGURANÇA
O princípio de guerra da segurança tem a finalidade de evitar que o inimigo se utilize da surpresa contra as nossas forças, bem como, reduzir-lhes a liberdade de ação nos ataques a pontos sensíveis de nosso território ou forças.
Esse princípio releva dois aspectos importantes :
- a obtenção de informações oportunas e precisas sobre o inimigo para o planejamento das nossas operações e para evitar-se a surpresa;
- a tratamento sigiloso de nossos planos da localização das nossas forças para dificultar a intervenção inimiga em nossas operações. 

 

 

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